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Corpo de Bombeiros tem novo comandante-geral

@Fonte: Pernambuco.Com - Local - 07/11/2019


Neste fim de semana acontece a 5ª edição do 'Construalpha PE', evento voltado para a construção civil de Pernambuco, na área externa do Clube Alphaville Pernambuco 1, em Jaboatão dos Guararapes. Neste ano, o evento contará com a participação da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, que montará um estande para tirar dúvidas do público no que se refere aos requisitos necessários para construir ou reformar.

A proposta do evento é de orientar os clientes e expositores sobre as questões legais que precisam ser cumpridas, além de outros serviços que serão oferecidos pela prefeitura.

Ainda, no estande da prefeitura, os participantes do evento poderão negociar dívidas de IPTU com descontos que vão até 90%, nos juros e multa para pagamento à vista e percentuais menores, de forma escalonada, no caso de parcelamento, além de preços e condições especiais para pagamento de ITBI, entre outros tributos.O coronel Rogério Antônio Coutinho da Costa, de 48 anos, é o novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Pernambuco. Com 28 anos de corporação, ele foi empossado na manhã desta quinta-feira (7) pelo governador Paulo Câmara, no Quartel do Comando Geral, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. Coutinho substitui coronel Manoel Cunha, que encerrou a gestão após 5 anos e 4 meses.

Durante as duas décadas que faz parte do corporação, o coronel Coutinho já foi diretor de Logística e Finanças e do Comando do Grupamento de Incêndio, Salvamento e Atendimento Pré-hospitalar (GBAPH), alcançando a maior patente Bombeiro Militar em 2015. A carreira dele começou na Academia de Polícia Militar, no município de Paudalho. Casado e pai de uma filha, o comandante é graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A partir de agora, a liderança dos 2,5 mil bombeiros será encarado como mais um desafio da profissão. "Fico muito feliz e honrado. Temos um grande desafio pela frente. Vamos dar continuidade ao trabalho do ex-comandante Cunha. Temos o estado inteiro para tomar conta e toda a sociedade pernambucana para cuidar. Mas com o apoio da Secretaria de Defesa Social, dos órgãos operativos e das Polícias Militar, Civil e Científica, com certeza faremos um bom trabalho", comentou o comandante.

Sobre os planos para a nova gestão, Rogério Coutinho afirma que dará continuidade ao processo de interiorização com a inauguração de unidades no Agreste e no Sertão. "Eu fazia parte da gestão anterior. Então participei de todo o planejamento e o objetivo inicial é a gente concluir alguns projetos que ficaram pendentes, como os quartéis que serão inaugurados em Arcoverde, Macaparana e continuar com as aquisições que tiveram os processos licitatórios encaminhados. Já temos recursos disponibilizados para receber materiais e viaturas para dar um suporte maior ao atendimento à sociedade", disse.

O coronel Manoel Cunha, que comandou a corporação nos últimos cinco anos, definiu sua gestão como participativa e comentou que sai com sentimento de dever cumprido. Durante seu comando, ocorreram 3,3 mil progressões de carreira. "Trabalhamos com todos oficiais e praças, entendo os anseios da tropa e da população. Contei com muito apoio do governador do estado, que nos deu as ferramentas necessárias para melhorar os serviços do bombeiro no interior do estado, principalmente, e a progressão de carreira da minha tropa. Agradeço ao governador e ao secretário toda confiança em mim depositada nesse período de gestão e conclamo todo o efetivo da minha amada corporação a se integrar e apoiar o comandante Coutinho", comemorou.

Durante a transmissão de cargo, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua elogiou o trabalho do coronel Cunha lembrando que foram inauguradas oito unidades durante os últimos cinco anos. "É um momento importante, depois de quase seis anos, essa mudança de comando no Corpo de Bombeiros. O ex-comandante Cunha fez um belíssimo trabalho à frente da corporação, com a renovação dos quadros, houve concurso público, convocação de novos bombeiros militares em 2018. Ainda fizemos a interiorização, que foi muito importante para o estado com oito novas unidades. Agora é dar continuidade e consolidar todo esse ganho que foi realizado ao longo desses últimos anos e melhorar ainda mais a qualidade do serviço prestado", afirmou.

- Concurso:

Durante a posse, um grupo de 20 remanescentes do concurso de Bombeiro Militar realizado em 2017 cobrou do secretário uma resposta sobre novas convocações. "São 245 aprovados em todas as etapas do concurso e só falta a convocação do governador. A última promessa foi que em dezembro desse ano iria começar uma nova turma de formação para os praças. Continuamos aguardando", comentou Felipe Fonseca, que está desempregado na expectativa de ser nomeado.

Questionado sobre a possível chamada dos remanescentes, Antônio de Pádua não fixou prazo. "A gente está trabalhando para viabilizar o mais rápido possível a convocação dos candidatos remanescentes do concurso, que inicialmente foi previsto para 300 candidatos, que já foram nomeados em 2018. Existe esse remanescente e estamos trabalho para a convocação", comentou.

O perfil do Minha Casa Minha Vida no Grande Recife

Paulista e Jaboatão lideram ranking de cidades com mais unidades da faixa comercial do programa

@Fonte: Portal JC Online - Economia - 25/06/2019


O Recife é uma das capitais brasileiras com menor oferta de unidades do programa Minha Casa Minha Vida do País. Nos últimos quatro anos, apenas cinco empreendimentos financiados pelo programa, na faixa comercial, foram lançados na cidade. Para se ter uma ideia, de todos os imóveis residenciais à venda em dezembro do ano passado na capital, apenas 2,1% eram produtos do MCMV. Num cenário oposto, a Região Metropolitana virou o filão das construtoras que comercializam imóveis financiados pelo maior programa de habitação do Brasil. No mesmo intervalo dos últimos quatro anos, foram 47 empreendimentos no Grande Recife. Os municípios de Paulista e Jaboatão dos Guararapes estão no topo do ranking dos locais mais atraentes para investimento na região. A pedido do Jornal do Commercio, a Brain Pesquisa e Consultoria, empresa com sede em Curitiba e que faz análise de dados para a Ademi, traçou o perfil do MCMV e fotografou em números o desempenho comercial do programa no Grande Recife. Os dados impressionam.

De 2015 a 2018, foram lançadas na RMR quase oito mil unidades habitacionais nas faixas 1,5, 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida. Nas cidades de São Lourenço da Mata e Igarassu, elas representavam 100% dos imóveis disponíveis para a venda no final do ano passado. Em Camaragibe, quase 84% da oferta imobiliária eram de unidades negociadas dentro da faixa comercial do programa. Quando o recorte leva em consideração os imóveis vendidos no 4º trimestre de 2018 em toda a RMR, 72% foram do MCMV. Os demais padrões representaram apenas 28% do volume de vendas. Situação que se inverte totalmente no mercado do Recife. Na capital, apenas 17% dos imóveis vendidos nos três últimos meses do ano passado tinham financiamento do programa.

"Mesmo considerando que, em geral, as capitais têm um percentual menor de presença do Minha Casa Minha Vida em relação às suas regiões metropolitanas, a situação do Recife é realmente preocupante. São menos de 5% de imóveis à venda do MCMV. Um volume muito baixo. Em São Paulo, essa participação é de mais de 30%”, afirma Fábio Tadeu Araújo, sócio da Brain. Em outras capitais do Nordeste, como Salvador e São Luís, a fatia do Minha Casa Minha Vida no total de imóveis à venda é superior a 50%.

Diogo Lemos, diretor comercial da MRV Engenharia, construtora que atua especificamente com as faixas comerciais do programa, diz que é raro viabilizar um empreendimento do MCMV no Recife. “Primeiro, por causa da complexidade viária. É uma cidade feita de pontes, regiões de mangue. Além do solo não ser o melhor, tem muitas áreas de marinha, o que onera muito o valor do empreendimento. Depois, a escassez de terrenos. Além da questão das chuvas, porque há áreas que alagam muito e derrubam a valorização do imóvel”, avalia o diretor.

Apesar da complexidade de investir na capital, a MRV está com um projeto aguardando aprovação da Prefeitura do Recife para construir cerca de mil unidades na faixa 3 do MCMV, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul. “É um achado. Acreditamos que será a maior velocidade de vendas do mercado nos últimos 10 anos. Porque a demanda reprimida é muito grande na capital”, destaca Diogo Lemos. O lançamento do residencial está previsto para 2020.

MAPA DA MINA

Os dados de mercado levantados pela Brain Pesquisa e Consultoria ganham ainda mais força quando confrontados com o mapeamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Regional em dez anos de atuação do programa no Grande Recife. As cidades de Paulista e Jaboatão dos Guararapes lideram, com folga, a lista dos municípios com maior número de unidades do programa na região. A diferença do desempenho do MCMV nesses dois locais é gritante. Paulista é recordista absoluta em número de unidades habitacionais contratadas. Em uma década, foram 20.138 moradias construídas na faixa comercial. É praticamente a totalidade de todos os imóveis do MCMV na cidade, já que a faixa 1 do programa corresponde apenas a 2,3 mil unidades.

Com mais de cinco mil moradias construídas só em Paulista, a ACLF Empreedimentos é uma das que mais investem no mercado imobiliário do município. O diretor-presidente da empresa, Avelar Loureiro, diz que a cidade fez uma série de investimentos em infraestrutura viária, macrodrenagem das praias e ampliação da rede serviços que atraiu o setor imobiliário que atua no MCMV. “A expansão urbana encontrou em Paulista a combinação perfeita: muitos terrenos disponíveis para construção, facilidade no acesso viário e uma melhor oferta de serviço. A inauguração do Paulista North Way Shopping ajudou a consolidar essa nova centralidade. As pessoas preferem morar melhor e com mais qualidade na região metropolitana do que em áreas periféricas da capital”, observa Avelar Loureiro.

Foi justamente esse cenário que motivou a professora Josy Aguiar, 35 anos, a comprar um imóvel do Residencial Jardins da Roseira, em Paulista, pelo Minha Casa Minha Vida. Localizado na entrada da PE-22, o condomínio, construído pela ACLF, possui 800 apartamentos. A área de lazer inclui piscina, quadra poliesportiva, playground e espaço gourmet com churrasqueira. “Fiquei surpresa com o padrão do empreendimento, por um preço que cabia no meu orçamento. Consigo pagar a prestação sem comprometer a minha renda familiar nem precisar abrir mão de conforto e segurança. Depois de 10 anos pagando aluguel, finalmente tenho uma casa própria”, comemora a professora.

O jornalista Marcílio Albuquerque, 34 anos, foi atraído pelas mesmas facilidades na hora de comprar seu imóvel pelo MCMV, só que em outra cidade da RMR: Jaboatão dos Guararapes, justamente o município que fica em segundo lugar no ranking dos que mais atraem as construtoras que investem no programa habitacional. Na cidade, já foram contratadas 14.986 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida. “Estava procurando um lugar que tivesse mais espaço de lazer para os meus filhos, com maior segurança e facilidade de acesso”, diz Maurício, morador do Residencial Vila Natal, empreendimento da MRV formado por vários condomínios (com áreas de lazer próprias), a 500 metros do metrô e com o ônibus passando na porta.
- O retrato do MCMV no Grande Recife:

Levantamento feito pela empresa de consultoria Brain, que faz análise de dados para Ademi, mostra o desempenho do programa na Região Metropolitana do Recife, tanto do ponto de vista dos empreendimentos lançados quanto do percentual de vendas de unidades habitacionais.

Em todos os recortes, o Recife sempre aparece como um dos municípios com menor presença do MCMV Imóveis disponíveis para venda Entre os imóveis à venda em dezembro de 2018, a consultoria analisou nove dos 15 municípios da RMR. Desses, o Recife tem a menor oferta de unidades do MCMV, em comparação com os demais imóveis disponíveis para venda de médio e alto padrão (MAP)