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Notícias

Secovi-PE recebe para reunião-almoço o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado, Rodrigo Queiroz, Paulo Lira (CEHAB) e André Fonseca (DER-PE)

@Secovi-PE - 23/07/2026


De acordo com o resultado mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PnadC, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2024, Pernambuco respondia por um déficit habitacional de 221.303 moradias. Dentro do perfil socioeconômico das famílias que compuseram esse déficit, uma larga fatia - 83% do total - reuniu aquelas com renda mensal de até dois salários-mínimos. Para entender como o Governo do Estado tem atuado para reduzir esse número e ainda dotar Pernambuco de uma melhor infraestrutura com foco em seu desenvolvimento, a diretoria do Secovi-PE recebeu em sua reunião-almoço, nesta quinta-feira, 23, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Queiroz, o diretor presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras – Cehab, Paulo Lira, e o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco – DER-PE, André Fonseca.

Durante o encontro que reuniu na sede da entidade gestores públicos e dirigentes das empresas associadas ao sindicato, o secretário conduziu a apresentação envolvendo desde entrega de equipamentos até obras em andamento ou licitadas, através da Seduh-PE. Segundo Rodrigo Queiroz, a secretaria conta atualmente com uma carteira de investimentos da ordem de R$7,8 bilhões.

Entre as pautas que tocam mais diretamente os setores representados pela entidade, a habitação ganhou atenção especial, a partir dos resultados e ações do programa Morar Bem Pernambuco. Carro-chefe do Morar Bem, o Entrada Garantida, programa que subsidia R$20 mil com o objetivo de custear a entrada dos financiamentos de imóveis do Minha Casa, Minha Vida, nas faixas 1 e 2, foi citado como ação indispensável para o acesso à casa própria de mais de 25.800 famílias. “70% das pessoas que adquirem imóveis dentro desse perfil estão hoje na faixa de R$2.300. Sem o subsídio do Entrada Garantida, essa renda não seria suficiente para que essas famílias conseguissem o financiamento”, explicou Rodrigo Queiroz.

O diretor-presidente da Cehab acrescentou a informação: “É onde temos a maior concentração do déficit habitacional no estado e ainda assim não havia produto para este público”, disse Paulo Lira. “O programa veio para solucionar essa situação”, considerou ele, lembrando ainda a todos que o histórico de Pernambuco era devolver recurso do FGTS, diante da escassez de projetos imobiliários para esta população. “Em 2024 e 2025 a situação inverteu-se, e foi necessário suplementar o orçamento com recursos do FGTS não utilizados por outros estados”, completou Rodrigo Queiroz.

Ainda no campo da habitação, Rodrigo Queiroz e Paulo Lira divulgaram números relativos a outras linhas do Minha Casa, Minha Vida, como o FAR, o FDS e o Sub50, além da retomada de obras de residenciais que se encontravam paralisadas no início da gestão.

Os empresários presentes aproveitaram para conhecer melhor outros produtos do estado em curso, dentro do Morar Bem Pernambuco, como o Reforma do Lar, focado em áreas periféricas, e a regularização fundiária. “É uma política de enfrentamento do déficit habitacional fortíssima, porque quem não está regularizado, continua dentro do déficit”, explicou o secretário. “São pessoas que vivem na casa a mais de 20 ou 30 anos, e não tinham o título do imóvel, que muitas vezes não tem uma boa condição de habitabilidade”, disse Rodrigo Queiroz.

Ponte de R$100 milhões

@Fonte: Jornal do Commercio - Cidades - 01/09/2022


A nova ponte do Recife, que ligará o bairro de Areias, na Zona Oeste, ao da Imbiribeira, na Zona Sul, tem orçamento estimado em R$ 100,5 milhões aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura. A informação exclusiva foi obtida pelo JC por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A gestão municipal confirmou também que, de fato, vai realizar a obra para construção do equipamento. A ponte é prometida há pelo menos 40 anos na capital pernambucana. Ele irá da Avenida Tapajós, em Areias, até a Avenida Engenheiro Alves de Souza, na Imbiribeira, totalizando 335 metros. Junto à construção, estão previstas obras viárias em 2,3 quilômetros das vias.

Para a execução, o poder municipal estima que 76 imóveis devam ser desapropriados, com valor estimado de R$ 6,4 milhões em indenizações - que ainda serão discutidos com os moradores. Questionada, a prefeitura não respondeu quantos têm a posse das terras - com isso, os moradores recebem, além da construção, também pelo valor do terreno. Ainda, afirmou que “não existe previsão de construção de habitacional para as famílias expropriadas”. O processo de licitação tem previsão para ser iniciado ainda neste mês de setembro, com a posterior contratação da firma vencedora de tal certame. Só a partir da conclusão desse processo, a data de início das obras po derá ser confirmada - informou a gestão.

O projeto conta com quatro faixas de rolamento (duas em cada sentido), ciclofaixa bidirecional de 2,3km em toda a via, 15 novas paradas de ônibus e requalificação das calçadas para garantia da acessibilidade, como piso tátil direcional e de alerta, além de faixas de pedestres e travessias em nível. Pretende-se embutir a rede de telecomunicações, remanejar drenagem, o abastecimento de água e a coleta de esgoto para a faixa de rolamento, requalificar a rede de iluminação pública e o pavimento e replantar 261 árvores, totalizando arborização com mais de 350 árvores. A gestão também pretende fazer obras complementares de urbanismo, paisagismo e acessibilidade, além de um espaço de convivência na Avenida Tapajós.

ANÚNCIO O prefeito João Campos (PSB) afirmou em 7 de julho que anunciaria ainda no segundo semestre “talvez a maior ponte que o Recife vai ter”. “No segundo semestre a gente vai estar anunciando outra grande ponte na cidade, talvez a maior ponte que o Recife vai ter. É mais um sonho realizado no Recife, que há mais de 15 anos não fazia uma grande ponte”, pontuou o gestor municipal. Atualmente, está em execução a Ponte Engenheiro Jaime Gusmão, que ligará o Monteiro à Iputinga. As obras foram retomadas pela gestão atual em setembro de 2021 após sete anos paralisadas, mas enfrentam resistência de moradores. Isso porque o projeto prevê a desapropriação de 53 casas da Vila Esperança-Bodocó, uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) da cidade.