Notícias

Governo avalia elevar valor máximo de imóvel para compra com FGTS

Pela proposta em estudo, o teto poderia chegar a R$ 1,5 milhão

@Por: Folhapress em 02/02/17 às 19H50, atualizado em 02/02/17 às 19H52 - 03/02/2017


O governo avalia incluir nas medidas de estímulo ao setor da construção, que devem ser anunciadas em breve, o aumento do valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do fundo de garantia do trabalhador.

Pela proposta em estudo, o teto poderia chegar a R$ 1,5 milhão. O limite hoje é de R$ 950 mil para quem deseja comprar imóveis em São Paulo, Minas Gerais, Rio e Distrito Federal. Nos demais Estados, o teto é de R$ 800 mil. Se confirmado, o aumento do limite seria apenas temporário, segundo relataram à reportagem integrantes do governo a par das conversas.

O plano foi discutido por Caixa, ministérios da Cidade e do Planejamento e executivos da construção. E já foi apresentado a integrantes do Ministério da Fazenda. Não há ainda decisão final da equipe econômica sobre o assunto. O aval da Fazenda, é necessário, pois o aumento tem de passar pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

A última elevação ocorreu em novembro do ano passado após três anos de congelamento. Na ocasião, o teto foi de R$ 750 mil para R$ 950 mil.
Como forma de viabilizar o novo aumento, o grupo de trabalho que debate as medidas de incentivo ao setor sugere que ele valha apenas durante determinado período.

O novo limite valeria até que os desembolsos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) alcancem R$ 500 milhões. Nessa conta, só entrariam as retiradas do fundo para imóveis com valor acima dos limites hoje vigentes. Atingido tal montante, o teto excepcional seria extinto.

ESTOQUES

As incorporadoras gostariam que um novo teto fosse usado somente para a compra de imóveis novos e prontos. Os empresários argumentam que uma regra como essa ajudaria as construtoras que trabalham no segmento de mais alta renda a reduzirem os estoques, hoje em níveis elevados.

O governo já se mostrou disposto a atender pleitos do setor, mas um integrante da administração Michel Temer afirma que será preciso contrapartidas.
Segundo ele, o desempenho das incorporadoras será acompanhado de perto. "Não são medidas para ajudar empresas. São medidas para gerar emprego."
A construção civil cortou 776 mil vagas em dois anos.

MINHA CASA

As mudanças no Minha Casa, Minha Vida já estão definidas e devem ser anunciadas em breve por Temer. Além do reajuste no valor do imóvel que poderá ser enquadrado no programa, haverá aumento do limite de renda de quem pode aderir. Na prática, "engordando" o público potencial.

Na chamada faixa 3, a última de acesso ao programa, o interessado na casa própria poderá ganhar até R$ 9.000. Hoje, a renda não pode ser maior que R$ 6.500. Outras faixas também terão correção. Nos planos da equipe de Temer estão ainda alterações nos juros cobrados e correção dos subsídios dados pelo governo, que serão elevados.

Fonte: http://www.folhape.com.br/economia/economia/economia/2017/02/02/NWS,16535,10,550,ECONOMIA,2373-GOVERNO-AVALIA-ELEVAR-VALOR-MAXIMO-IMOVEL-PARA-COMPRA-COM-FGTS.aspx

Imóveis mais baratos são a aposta de imobiliárias para reaquecimento das vendas

O segmento acompanhou uma queda de até 70% do volume de negócios durante o período de maior rigidez do isolamento social em função da covid-19

@Fonte: Portal JC Online - Economia - 07/07/2020


Com a permissão para retomada das atividades em escritórios, com até 50% da capacidade, as imobiliárias voltam a abrir as portas em Pernambuco em busca do reequilíbrio do mercado. Com a pandemia, a percepção dos corretores é de que houve um arrefecimento da demanda em contraponto à manutenção da oferta de imóveis nos segmentos residencial e comercial, seja para aluguel ou venda. Atuando basicamente com atendimentos online, o segmento acompanhou uma queda de até 70% do volume de negócios durante o período de maior rigidez do isolamento social.

De acordo com o diretor de relações com órgãos de classe e outros órgãos do Secovi -PE, Elísio Cruz Jr, havia um estranhamento pela impossibilidade das atividades presenciais das imobiliárias, já que outros estados havia incluído o grupo nas primeiras etapas de reabertura e outros braços do setor, como a administração condominial demandou a continuidade da elaboração de folhas de pagamentos e serviços como compras condominiais.

“Passamos quase cem dias parados. Literalmente parados. Tentamos ir trabalhando da forma que pudesse. Muita gente se viu com salário reduzido por conta da pandemia, que estava pagando aluguel caro estava querendo reduzir por algo que valha e tinha dificuldade em fazer contato com os corretores, mesma coisa quem queria vender apartamento ou sala comercial. Acabamos ficando meio à parte do mercado”, avalia Cruz.

De acordo com ele, os negócios online continuarão a ditar ritmo, mas as atividades presenciais dão a chance de imprimir velocidade a um ciclo mais próspero de novos negócios. “A queda foi devastante, na casa dos 70% do volume de negócios. Remotamente conseguimos fazer algumas coisas ainda, mas numa dificuldade tremenda. O que faz o mercado é a lei da procura e da oferta, na hora que a oferta permaneceu a mesma e a demanda diminuiu, o mercado sofreu. A tendência foi baixar o preço, e se há algo bom nisso, é que agora há várias oportunidades”, afirma o diretor do Secovi-PE.

- Preços:

Os números do mercado imobiliário refletem diretamente essa percepção. De acordo com o Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades, houve uma alta nominal de 0,18% em junho, ante avanço de 0,23% nos preços registrados no mês de maio. Individualmente, o Recife apresentou o maior recuo do preço médio entre as capitais pesquisadas, com queda de -1,38% no último mês. No semestre, enquanto o índice FipeZap acumula alta nominal de 1,11%, o Recife lidera o movimento de queda (-3,88 %).

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) mensurado em abril pela Fiepe apontou IVV de 3,3%, abaixo da média do ano (5,35%) e menor registrado para um mês de abril desde 2016 (2,3%). Enquanto a oferta total supera os 6 mil imóveis, os lançamentos tiveram redução de 91% em relação ao mês de abril de 2019, chegando à soma de apenas 21 lançamentos. Em abril de 2019, o m² médio por região poderia chegar a até R$ 10.446,94, no mesmo mês deste ano, o IVV já aponta redução para R$10.397,79.

As condições de juros baixos e a melhora dos preços são fatores que podem reaquecer a demanda. A Ademi-PE confia nisso e mantém para o mês de agosto a previsão do seu festival de imóveis, que poderá ser realizado no formato online.